Dia Nacional da Construção Social

A legislação pauta a realidade ou a disciplina!

Ciência, tecnologia e inovação são dinâmicas que fazem o mundo girar. Esta dinâmica é tão mais acelerada quanto maior for interseccionalidade das disciplinas e, o fator tempo cada vez as aprimora em períodos mais curtos. O progresso científico e as tecnologias exponenciais deram origem, à pouco mais de 10 anos, a Singularity University no Vale do Silício (USA) inspirada no lema “A realidade não se resume ao que existe, mas a tudo que pode ser criado.” e o MIT, prestes a completar 160 anos da fundação em Massachusetts (USA) criou o Media Lab sob o lema “o futuro é vivido e não imaginado”.

A era industrial que data do século XVIII e XIX transformou a europa agrícola  e teve como principal particularidade a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e o uso das máquinas. Até então a maioria da população européia vivia no campo e produzia artesanalmente o que consumia, dominando todo o processo produtivo. A América do Norte estava nesta época dando seus primeiros passos como nação organizada cujo marco foi a Convenção Constitucional de Filadélfia em 1787. Naquele ano, os Estados Unidos aprovaram a sua primeira e, até hoje, única constituição.

Entramos na era da dinâmica encurtando os períodos de transformações e, mudanças que levavam séculos levam décadas nos dias atuais. Este Dia Nacional da Construção Social tem como propósito a reengenharia da consciência, ou o reconhecimento de que não é mais possível se viver ancorado na CLT e nem com relações de patrão e empregado reguladas por sindicatos patronais e de empregados sob a tutela do poder público. 

Estas organizações com orçamentos impositivos, estruturas de poder arcaicas e quase vitalícias, cuja existência não reconhece a evolução da sociedade da era industrial para a do conhecimento tornar-se-ão anacrônicas se não mudarem. A era da reivindicação acabou e as estruturas existentes para serem sustentáveis precisam prestar serviços e gerar produtos para os seus quadros associativos. Somente assim é que estas organizações estarão inseridas na dinâmica das transformações no mercado de trabalho. 

As empresas empregam cada vez menos e as pessoas trabalham cada vez mais. Contratos de serviços estão substituindo as carteiras assinadas e, ignorar as transformações em curso, é condenar os sindicatos a extinção. Aliás, as mudanças deveriam começar pelo nome, ou seja, associações de classes ou sindicatos são nomes inadequados para organizações que deixam de reivindicar benefícios junto a governo, mas oferecer benefícios aos associados. Pressionar planos de saúde para obter melhores custo – benefício ou crédito consignado com taxas mais vantajosas para seus associados entre tantos outros produtos e serviços a serem prestados por estas sociedades de pessoas.. 

É esta a reflexão que nós da CWIST esperamos que seja feita neste Dia Nacional da Construção Social por protagonistas da nova economia em benefício de seus associados e da sociedade.

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